
A estratégia eleitoral específica para internet ganhou corpo depois que um então senador desconhecido do grande público postulou e venceu a presidência norte-americana quebrando tabus. O sucesso da campanha de Barack Obama, o primeiro negro a assumir a Casa Branca, foi atribuído, em parte, à mobilização de um exército de pequenos eleitores militantes na web descontentes com a postura isolacionista do governo do republicano George W. Bush.
Obama mirou nas principais redes sociais da internet para aumentar sua popularidade. No dia anterior à eleição (veja quadro), o então candidato do Partido Democrata arrebatou até 380% a mais de amigos, apoiadores, seguidores e assinantes do que seu adversário, o senador republicano John McCain. Quatro vezes mais pessoas assistiram a vídeos na Internet produzidos pela campanha vencedora do que na do derrotado.
Segundo o TNS Media Intelligence, instituto de dados estratégicos para publicidade, entre fevereiro de 2007 e setembro de 2008, os dois postulantes norte-americanos gastaram US$ 7 milhões em propaganda online e US$ 300 milhões em televisão.
A militância online de Obama conseguiu elevar os dólares arrecadados na reta final, que acabaram revertidos para comprar espaço de publicidade na televisão. Nas semanas que antecederam a votação, o democrata dominou a publicidade. Com o fôlego minguando, McCain fez o caminho inverso, saiu da televisão e foi para a internet, mas tarde demais. A campanha da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, trouxe Scott Goodstein, Joe Raspars e Andrew Paryze, que trabalharam para Obama com a meta de manter e elevar a agressividade online. Contratou também o militante do software livre Marcelo Branco. A pré-candidata fez festa para lançar um blog e perfis nas principais ferramentas sociais. Mas até agora quem tem dominado a rede é a campanha virtual de José Serra, comandada por Eduardo Graeff.
O pré-candidato tucano tem quase cinco vezes mais seguidores no Twitter do que a petista. No Orkut, Dilma tem 999 amigos e Serra 164, mas a comunidade Serra Presidente tem quase 71 mil seguidores, contra cerca de 10 mil de Dilma Presidente. Os perfis dos dois pré-candidatos no Facebook também contam vantagem ao tucano (3.651 contra 85). No YouTube, o canal de Serra tem 301 assinantes contra 179 do de Dilma Rousseff. A pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, tem 82 amigos no Facebook, 34.048 seguidores no Twitter e quase 6.500 integrantes da comunidade Marina Silva Presidente.
Marcelo Branco diz apostar na militância petista forte nas ruas para contaminar a internet e superar os números de José Serra. Mas vendo a mobilização online dos tucanos maior e mais agressiva, o PT decidiu entrar no Tribunal Superior Eleitoral e no Ministério Público Eleitoral contra o site Gente que mente, mantido pelo PSDB, por propaganda negativa e antecipada.
Comparação
A Internet fez a diferença na eleição presidencial dos Estados Unidos. O vencedor, Barack Obama, conseguiu montar uma rede de influência muito maior do que seu adversário republicano, o senador John McCain. Veja abaixo quantos seguidores cada um tinha no dia anterior à eleição que ocorreu em 4 de novembro de 2008. E qual a situação hoje entre os pré-candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Do CorreioBraziliense.com.br
Obama mirou nas principais redes sociais da internet para aumentar sua popularidade. No dia anterior à eleição (veja quadro), o então candidato do Partido Democrata arrebatou até 380% a mais de amigos, apoiadores, seguidores e assinantes do que seu adversário, o senador republicano John McCain. Quatro vezes mais pessoas assistiram a vídeos na Internet produzidos pela campanha vencedora do que na do derrotado.
Segundo o TNS Media Intelligence, instituto de dados estratégicos para publicidade, entre fevereiro de 2007 e setembro de 2008, os dois postulantes norte-americanos gastaram US$ 7 milhões em propaganda online e US$ 300 milhões em televisão.
A militância online de Obama conseguiu elevar os dólares arrecadados na reta final, que acabaram revertidos para comprar espaço de publicidade na televisão. Nas semanas que antecederam a votação, o democrata dominou a publicidade. Com o fôlego minguando, McCain fez o caminho inverso, saiu da televisão e foi para a internet, mas tarde demais. A campanha da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, trouxe Scott Goodstein, Joe Raspars e Andrew Paryze, que trabalharam para Obama com a meta de manter e elevar a agressividade online. Contratou também o militante do software livre Marcelo Branco. A pré-candidata fez festa para lançar um blog e perfis nas principais ferramentas sociais. Mas até agora quem tem dominado a rede é a campanha virtual de José Serra, comandada por Eduardo Graeff.
O pré-candidato tucano tem quase cinco vezes mais seguidores no Twitter do que a petista. No Orkut, Dilma tem 999 amigos e Serra 164, mas a comunidade Serra Presidente tem quase 71 mil seguidores, contra cerca de 10 mil de Dilma Presidente. Os perfis dos dois pré-candidatos no Facebook também contam vantagem ao tucano (3.651 contra 85). No YouTube, o canal de Serra tem 301 assinantes contra 179 do de Dilma Rousseff. A pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, tem 82 amigos no Facebook, 34.048 seguidores no Twitter e quase 6.500 integrantes da comunidade Marina Silva Presidente.
Marcelo Branco diz apostar na militância petista forte nas ruas para contaminar a internet e superar os números de José Serra. Mas vendo a mobilização online dos tucanos maior e mais agressiva, o PT decidiu entrar no Tribunal Superior Eleitoral e no Ministério Público Eleitoral contra o site Gente que mente, mantido pelo PSDB, por propaganda negativa e antecipada.
Comparação
A Internet fez a diferença na eleição presidencial dos Estados Unidos. O vencedor, Barack Obama, conseguiu montar uma rede de influência muito maior do que seu adversário republicano, o senador John McCain. Veja abaixo quantos seguidores cada um tinha no dia anterior à eleição que ocorreu em 4 de novembro de 2008. E qual a situação hoje entre os pré-candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Do CorreioBraziliense.com.br
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