quinta-feira, 4 de março de 2010

Campanha de vacinação contra a gripe suína começa na 2ª feira


A campanha de vacinação contra a gripe suína começa na próxima segunda-feira (8) e vai até 19 de março com um forte aparato de comunicação. Para garantir o comparecimento das pessoas aos postos, o Ministério da Saúde montou um esquema que envolve desde distribuição de 100 mil cartazes e folders, uma campanha publicitária, veiculada desde esta quinta-feira (04), e uma novidade: avisos por e-mail.

Interessados em receber mensagem poderão fazer, a partir do dia 8 de março, um cadastro em sites comerciais onde a campanha será veiculada. Na data indicada, eles receberão um lembrete sobre a necessidade de vacinação. Outra tática também avaliada é o envio de torpedos informando o calendário de vacinação.

De acordo com o Ministério da Saúde, as negociações com operadoras telefônicas ainda não terminaram. Também não está definido quem receberá os torpedos.

Esta é a maior campanha já realizada no País: 91 milhões de pessoas serão vacinadas - praticamente metade da população do País. Somente com vacinas, serão gastos R$ 1,3 bilhão. Até o início desta noite, o ministério não havia informado quanto seria gasto com toda a campanha publicitária.

"Praticamente todas as famílias brasileiras vão vacinar um ou mais membros da família. Por isso é importante que elas fiquem atentas à veiculação das informações sobre o momento certo de se vacinar", afirmou o ministro José Gomes Temporão.

Com toda essa dimensão, há um fantasma que o governo tenta a todo custo afastar: o risco de as pessoas não aderirem à campanha, a exemplo do que ocorreu na Europa. Países europeus viram-se às voltas com milhões de doses encalhadas do imunizante

Ao contrário das previsões, a segunda onda da gripe suína no Hemisfério Norte foi mais branda do que a registrada no ano passado. Diante dessa constatação e da suspeita de que especialistas tenham exagerado nas previsões, a Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou, há menos de dez dias, uma reunião para avaliar a possibilidade de se declarar a transição da pandemia para uma fase pós-pico - uma espécie de transição para estágio mais leve da epidemia. Uma das razões para essa mudança não ter ocorrido foi justamente o receio de prejudicar as campanhas de vacinação no Hemisfério Sul.

O Ministério da Saúde lembra que no Canadá, Estados Unidos e México a adesão foi adequada. Conta com o exemplo desses países a boa aceitação de brasileiros às campanhas para que no Brasil a cobertura vacinal atenda às expectativas. "São realidades distintas. O fato de a segunda onda ter sido mais branda na Europa não significa que ela o será no Brasil. Além disso, o País tem experiência com grandes campanhas. Tenho certeza que a população vai comparecer", disse Temporão.

A campanha terá sete etapas distintas, cada uma voltada para um grupo já previamente definido pelo ministério. Na primeira fase serão vacinados profissionais de saúde e indígenas. Depois será a vez das gestantes, dos doentes crônicos, crianças entre seis meses e menores de dois anos, idosos e população entre 20 e 29 anos. Esse último grupo foi incorporado na semana passada, justamente depois da queda da demanda mundial pelo imunizante. Mulheres que engravidarem depois da etapa prevista para seu grupo de vacinação (22 a 02 de abril) poderão ser vacinadas nas demais etapas da campanha.

Fonte: Agência Estado

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