Na manhã desta segunda-feira(01) a Comissão especial de Inquérito (CEI) se reuniu para ouvir mais quatro antigos funcionários da Secretaria Municipal de Saúde na manhã desta quinta-feira(28).
Gabriela Fernandes Moreira chefiou o Departamento de Material e Patrimônio (DMP) no período de dezembro de 2007 a outubro de 2008. Segundo a psicóloga, logo que entrou no DMP solicitou relatórios da vigilância sanitária contendo recomendações técnicas sobre o trabalho que estava chefiando. Além disso, indicou uma administradora para o setor. Gabriela explicou que foram feitas melhorias no depósito de medicamentos como retelhamento, conserto da fiação e procedimentos contra incêncio e também haviam solicitado pedido de climatização e informatização do setor. “Não podíamos climatizar o local sem antes darmos esse passo inicial. Pude testemunhar as reformas, mas quanto a climatização e informatização ainda não tinham sido efetivadas. Foi um grande avanço conseguirmos o Habite-se”, disse se referindo à documentação de licença expedida pelo corpo de bombeiros.
A psicóloga afirmou que quando recebeu o convite de Aparecida França encontrou funcionários desestimulados e muitos solicitando a saída do DMP. “O local onde trabalhavam era inóspito com uma temperatura elevada, além disso, reclamavam do salário. Fizemos um trabalho no sentido de envolver a equipe e assim fazer o trabalho fluir”, explicou. Segundo ela havia uma dificuldade de comunicação com a rede hospitalar e muitas vezes gerava uma pressão nos pedido e cobranças que dependiam de resoluções de processos burocráticos. Os pedidos de medicamentos eram feitos por guias de solicitações que muitas vezes continham pedidos em excesso ou notadamente de medicamentos que não condiziam com o tipo de atendimento de uma rede hospitalar.
Quanto ao recebimento dos medicamentos, Gabriela afirmou que sempre havia pelo menos um farmacêutico no depósito para receber. Sobre o veneno de ratos, disse que alguns almoxarifes chegaram a passar mal e que por isso interditou temporariamente o local. Avisamos as redes de saúde sobre a interdição e recebemos a visita da vigilância sanitária para normalizar a situação”, explicou.
Quando interrogada se acredita que houve corrupção no setor, a ex chefe do departamento foi enfática em negar. “Não consigo conceber que houve corrupção no período em que estive a frente do DMP. Se chegar a ser comprovado muito irá me entristecer, pois acredito que participei de uma gestão transparente e que tentou fazer o melhor”, conclui.
A CEI é formada pelos vereadores Hermano Morais(PMDB), como presidente, Ney Júnior, vice-presidente, Albert Dickson, relator e os membros Paulo Vagner e Heráclito Noé. A sessão foi acompanhada pela promotora de saúde, Elaine Cardoso. O prazo para o término das investigações é de 120 dias podendo ser prorrogado por igual período, no entanto os parlamentares pretendem finalizar os trabalhos até o dia 30 de julho.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal do Natal - ASSECAM
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