segunda-feira, 11 de maio de 2009

Luiz Almir faltou filiação de Rogério por defender aliança com Wilma



Deputado anda insatisfeito com nova postura do PSDB; ele defende que o partido continue aliado da governadora, ao contrário do deputado federal.



Durante a solenidade de filiação do deputado federal Rogério Marinho ao PSDB, realizada na última sexta-feira (8), várias autoridades políticas estavam presentes ao evento e fizeram elogios a atuação do parlamentar. Porém, a ausência do deputado estadual Luiz Almir (PSDB) na cerimônia confirmou que o tucano continua contrário à postura adotada pelo partido.


“Não sou contra Rogério Marinho. Achei que o momento era de festa e não de lamentações. Se fosse discursar no evento poderia esquecer as comemorações, o que não seria muito agradável. Porém, não concordo que o partido mude sua posição em relação ao apoio a governadora Wilma de Faria. O problema que Rogério teve com Wilma não deveria interferir na postura do PSDB que é aliado do Governo e faz parte dele. Eu estou satisfeito com a administração estadual, conseguimos obras importantes para a zona norte, como a Ponte Newton Navarro, o Pró-transporte, enfim, não há nada que justifique esse rompimento com a Governadora”, justificou o deputado.

Luiz Almir disse que Rogério Marinho prometeu que se assumisse o diretório estadual do PSDB e o deputado desejasse deixar a legenda, ele seria o primeiro a autorizar sua saída. “Eu não quero briga. Mas me sinto discriminado e preso ao PSDB. O meu desejo era que a democracia fosse exercida, que pudéssemos ter o direito de ir e vir. Por que o partido muda de coligação e a gente não tem direito de opinar? Que democracia é essa? Rogério prometeu que não seria um empecilho para minha saída, vamos ver se ele assume e cumpre a palavra”, ressaltou o tucano.

Questionado se o deputado gostaria de integrar a legenda da governadora Wilma de Faria, o tucano lembrou que anda bem “afinado” com a prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV). “Tenho uma ótima relação com Micarla, mas minha vontade mesmo era assumir a direção de um partido”, destacou.


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