segunda-feira, 9 de março de 2009

Ruy Pereira: "O Estado é prisioneiro dos interesses dos professores"


O secretário de educação do Estado criticou a decisão dos professores da rede municipal estadual de manterem a greve.


Professores da rede estadual e municipal de educação sustentaram a greve por tempo inderteminado. Em assembléia realizada no colégio Winston Chucrhl na tarde desta segunda-feira feira (9), os professores associados ao Sindicato dos Profissionais em Educação do Rio Grande do Norte rejeitaram a proposição do Estado.Ruy Pereira iniciou o discurso ao desafiar os educadores. “Eu desafio os professores dessa categoria a apresentarem o contracheque e comprovarem que recebem menos do que profissionais da rede privada. A nossa proposta apresentada hoje foi recusada por um ato meramente de interesses corporativistas dos professores”, desabafou.Em uma entrevista coletiva cedida à imprensa na Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC), o secretário Ruy Pereira apresentava as decisões do Estado quando recebeu a notícia de prolongamento da greve. O discurso mudou. Da esperança do final da paralisação o tom passou para desabafo.O secretário tratou com insensível a decisão dos professores e lançou a pergunta: “Com qual sentimento esses professores fazem isso? Qual a preocupação que eles têm com os 333 mil alunos que estão há duas semanas sem aula? Eu lamento que ele pensem dessa forma”, disse.O secretário explicou que entre as novas propostas, que incluiam uma tabela reformulada, estavam a implantação da ascensão vertical e horizontal, além do adiantamento de uma letra para todos os professores. Outra definição foi o reajuste de 5% na ascensão horizontal e de 15 a 130% na ascensão vertical.“A greve é para punir os pobres? Os filhos dos pobres não têm para onde ir. Nós fizemos o nosso papel e eles tomaram essa decisão olhando para o próprio umbigo e não para o coletivo. Eles não tiveram a dimensão da decisão que prejudica não só os alunos, mas a sociedade”, finalizou.

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