terça-feira, 17 de março de 2009

Crise na Saúde: Maternidade do Divino Amor já enfrenta superlotação




A chamada "ambulançoterapia" - transporte de pacientes de cidades do interior para unidades hospitalares da capital - tem contribuído para a superlotação da maternidade parnamirinense.






Os problemas ocasionados com a crise na Saúde Pública no Rio Grande do Norte afetam não só Natal, mas também os municípios da Região Metropolitana. É o caso da Maternidade do Divino Amor, em Parnamirim, inaugurada no final da administração Agnelo Alves, como uma unidade modelo para o município. Hoje, a maternal já dá sinais de superlotação.O fato é que a chamada "ambulançoterapia" - transporte de pacientes de cidades do interior para unidades hospitalares da capital - tem contribuído para a superlotação da maternidade parnamirinense. Parturientes de muitas cidades das regiões Litoral Sul e Agreste, até mesmo de municípios como Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Vera Cruz e outros buscam a maternidade, fazendo com que a unidade chegue a ocupar todos os seus leitos, inclusive UTI.A secretaria municipal de Saúde de Parnamirim tem se preocupado com o problema. Para a diretora da Maternidade do Divino Amor, Elizabeth Carrasco, a unidade de saúde não pode deixar de atender as parturientes que ali chegam, porém ela reconhece que o problema afeta as pessoas de Parnamirim. "Temos feito o possível para que ninguém de Parnamriim deixe de ser atendida", afirmou.É bem verdade que, através do "Cartão SUS" as pacientes atendidas pela maternidade parnamirinense, o dinheiro é repassado pelo Ministério da Saúde para o município que efetuou o atendimento e não para o município de origem do paciente. Ocorre que a maternidade, é que municipal, e recebeu infra-estrutura para atender a rede de saúde local, em pouco tempo vai se tornando obsoleta em termos de atendimento à população.Para a vereadora Kátia Carvalho (DEM) o problema "é preocupante". "A Maternidade foi criada para atender aos pacientes de nossa cidade. Por conta do envio para cá de pacientes de outros municípios, as parturientes parnamirinenses estão sendo prejudicadas. Temos que buscar uma solução, sem que com isso estejamos discriminando as mulheres de outros municípios", afirmou Kátia Carvalho.


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