
Ex-prefeito não agrada a todos na legenda ao dizer que pretende unir o partido, que é oposição, à bancada governista.
Depois que o ex-prefeito de Natal oficializou sua adesão ao PDT, muitos questionamentos foram levantados sobre qual posição o Partido Democrático Brasileiro deverá tomar a partir de agora. Afinal, o que vai mudar? As divergências iniciaram depois que Carlos Eduardo afirmou que trabalhará para aproximar o PDT do partido comandado pela governadora Wilma de Faria, o PSB, sua antiga "casa".Vale lembrar que o novo "discurso" de Carlos Eduardo foi validado pelo principal líder do PDT no estado, deputado Álvaro Dias. O problema é que nem todos estão satisfeitos com os novos rumos que Carlos pretende dar ao partido, que atualmente faz oposição tanto na Câmara Municipal de Natal como na Assembleia Legislativa. Quem já se manifestou contra a posição de Carlos Eduardo foi a deputada estadual Gesane Marinho. Ela disse que prefere abandonar o seu partido a se aliar à governadora Wilma de Faria. "Se o PDT mudar sua postura agora, irá contra tudo que defendeu durante seis anos. Será uma atitude incoerente e eu não vou apoiar isso”, afirma.Gesane Marinho também confessou que não é contra a chegada de Carlos Eduardo, nem tampouco a ida dele para a presidência do diretório estadual do PDT, porém, ela acha que não é o partido que se adequa ao militante, mas o contrário. "Ele é quem tem que aceitar a posição que o partido segue há anos. Pra mim não mudou nada. O Governo continua omisso, então por que mudar nossa posição agora?", questionou a pedetista.Contrário às declarações de Gesane Marinho, está o prefeito de Parnamirim, Maurício Marques, que apesar de ter sido adversário político do candidato da governadora nas eleições municipais, agora acha que será bom para o PDT se Carlos Eduardo aproximá-lo da chefe do Executivo estadual."As divergências políticas foram encerradas assim que venci as eleições. Caso todos discutam e acreditem que a idéia de Carlos Eduardo só vai fortalecer o partido, não vejo problemas, afinal, estamos falando de uma das principais lideranças do Estado, a governadora Wilma de Faria".Na CMN, a única vereadora do partido assume postura de oposição à prefeita Micarla de Sousa (PV), uma maiores "inimigas" de Carlos Eduardo. Mesmo assim, a vereadora Sargento Regina afirmou que continua com sua postura na Casa. "Sou oposição, mas não com agressão".Porém, a presidente municipal do PDT não gostou de saber que o partido pode se aliar à governadora. "Sempre fui contra a gestão de Wilma de Faria, não sou de acordo com o governo dela e não vou pactuar com essa possível aliança entre o PDT e o PSB", finalizou Sargento Regina.A mudança de partido de Carlos Eduardo começa a movimentar ainda mais o cenário político do Estado. Afinal, a sua ida para o PDT nada mais é do que uma forma de fortalecer seus planos de disputar a direção do Executivo Estadual, ou garantir novas possibilidades para disputar outros cargos públicos por não ter encontrado muito espaço no PSB.
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