ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PSB) mudou de opinião a respeito do pacto firmado entre os três pré-candidatos do sistema governista ao governo do estado: vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), deputado estadual Robinson Faria (PMN) e deputado federal João Maia (PR). Depois de conversar com Robinson na semana passada, ocasião em que ouviu explicações detalhadas sobre o propósito do acordo, Carlos Eduardo considera o entendimento positivo sobretudo pelo fato de não ser fechado à inclusão de outras candidaturas e partidos políticos. De acordo com o ex-prefeito, o encontro com o deputado Robinson Faria, num almoço na casa de praia do advogado Paulo de Tarso Fernandes, foi a retomada do diálogo político entre os dois. ‘‘Fazia muitos anos que eu não conversava sobre política com Robinson, há pelo menos 12 anos, desde quando saí da Assembléia Legislativa para ser secretário e depois candidato a vice-prefeito de Natal. Abrimos um bom diálogo e, nessa oportunidade, Robinson disse que a palavra pacto deu um entendimento de que é algo fechado. Mas, na realidade, não tinha essa conotação. Naturalmente, ele (Robinson) está disposto, junto com seu grupo, a conversar com todos os partidos que estão na base do presidente Lula e da governadora Wilma de Faria. E eu achei isso muito bom’’, disse Carlos Eduardo. Desse modo, o ex-prefeito de Natal disse rever o conceito que fazia do acordo. Quando retornou de viagem de férias, em meados de janeiro, Carlos Eduardo Alves classificou o pacto de ‘‘arrogante, antidemocrático e elitista’’. ‘‘Revejo. A palavra pacto soou como excludente. Já que não há um pacto fechado, não há porque manter as minhas críticas. Eu achei o esclarecimento com muita franqueza e não tenho porque não rever. Se bem que a minha declaração foi em cima do que saiu escrito na imprensa’’, disse. Carlos Eduardo também teve uma conversa política com a governadora Wilma de Faria (PSB). Os dois se encontraram na noite do dia 13 de fevereiro, dia em que o presidente Lula esteve no Rio Grande do Norte. O ex-prefeito afirmou ter se tratado de uma conversa preliminar que deverá ser retomada num segundo encontro, previsto para acontecer nos próximos dias. ‘‘Foi uma conversa muito boa no sentido de nós estarmos analisando 2010 com muitas coincidências de pontos de vista. Mas, são análises muito prematuras. Não vai ter decisão nesses primeiro e segundo semestres’’, afirmou. O ex-prefeito disse que o seu entendimento é de continuar no PSB. ‘‘Com relação a essa questão do partido, nós não conversamos. Nós tivemos uma conversa sem aprofundamento. Agora, após o carnaval, eu realmente pretendo conversar com a governadora. Não tem um dia definido. O meu sentimento é de não sair do PSB, muito embora, ideologicamente, me sentiria muito à vontade no PDT porque exprime os ideais da social democracia. Além disso, eu tenho um bom relacionamento com o deputado Álvaro Dias’’, disse, referindo-se ao convite para ingressar no PDT. Carlos Eduardo não quis comentar as declarações do vereador Enildo Alves (PSB) de que gostaria vê-lo fora do PSB. ‘‘Eu li, mas não quero emitir agora minha opinião sobre isso. É claro que eu converso com o partido. Mas, o meu diálogo é com a governadora. Tudo passa por aí’’, disse.
DN Online
Nenhum comentário:
Postar um comentário